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Novo gerente executivo da base quer aprofundar formação e fala em criar "DNA" do Inter

O seu olhar estará no dia a dia de trabalhos com os garotos, mas não com resultados a curto prazo. O projeto é de formar atletas que garantam o futuro do clube.

– Eu não sou uma pessoa interessada em cargos de poder. Sou interessado em trabalhar onde as pessoas precisam de planificação, ter tempos mais longos. O Inter foi, dentro das propostas que tenho o privilégio de te recebido, o clube que me deu mais clareza de um projeto de futebol. O Inter me demonstrou que tem um projeto integral, onde vou ser responsável pelo futuro desportivo e econômico do clube. Vou ser responsável para que a base tenha um salto de qualidade – disse o dirigente.

 

Durante mais de 30 minutos de entrevista, Grossi afirmou que pretende aprofundar o processo de formação do clube em mais de uma oportunidade. O plano é de integração total das categorias de base, ampliando o processo de lapidação dos garotos desde os 10 anos de idade até chegar ao profissional. E não apenas como atletas, mas como cidadãos.

– O processo é integrar. Vou dar a mesma importância a um atleta de 21 anos e a um de 10. Vai ser integração total da base. A única pré-temporada no Brasil é a base. Depois, jogam 80 jogos por ano. Não pode melhorar mais. Um jovem de 18 anos jogando 80 partidas pode melhorar a técnica, a posição corporal? Ele não tem tempo. Eu não posso ter só quatro anos de base. É como ir só à escola infantil e não ir à faculdade. Tenho que ir trabalhando a formação, a educação – destacou.

O Inter tem uma meta de que ao menos 60% do elenco principal seja formado por atletas da base nos próximos anos. E Grossi trabalhará para que a primeira opção no banco de reservas de Miguel Ángel Ramírez seja sempre um garoto formado no clube.

– Eu não vou analisar um atleta por uma partida. Se põe uma camisa do Inter, vai ser a mais pesada que você vai por na vida. O objetivo é que a primeira troca do treinador possa ser de um atleta da base. Isso permite que a diretoria contrate jogadores de alto nível, e não alternativos. Os alternativos têm que ser da base. Esse é o objetivo – afirma.

Grossi chega referendado pelos anos de River Plate, em que fez parte do projeto vitorioso do clube com Marcelo Gallhardo. A parceria com o treinador era estreita, fundamental para oferecer nomes como Exequiel Palácios, Martínez-Quarta, Sebastián Driussi e Montiel, entre outros. Antes disso, ele trabalhou com Eduardo Coudet no Rosario Central.

 

 


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